CRIOTERAPIA

A crioterapia, também chamada de criocirurgia, vem sendo utilizada na Dermatologia há mais de um século para o tratamento de lesões cutâneas benignas (por exemplo, verrugas virais), pré-malignas (como ceratoses actínicas) e malignas (câncer de pele).

Este procedimento utiliza o congelamento para atingir a destruição dos tecidos-alvo; é bastante prático, barato e pode ser realizado em pacientes portadores de marcapasso, pacientes com contra-indicação à cirurgia e em gestantes.

Para a realização da criocirurgia é necessário um agente criogênico. Utiliza-se mais comumente como substância criogênica o nitrogènio líquido, por apresentar o mais baixo ponto de ebulição (-196°C), permitindo assim grande congelamento das lesões a serem tratadas. O aparelho que utilizo no consultório é o Cry–Ac.

O dano aos tecidos é causado por:
• Congelamento da água dentro e fora das células levando a formação de cristais de gelo, quebra da membrana celular, alterações do pH e choque térmico.
• Necrose tissular por isquemia (ocorre trombose (obstrução) dos vasos que nutrem o tecido e a falta de suprimento sanguíneo leva a morte das células).

Para o tratamento efetivo de tumores cutâneos é necessário que a temperatura de congelamento do tecido seja de no mínimo -50 a -60°C em dois ciclos de congelamento. É o dermatologista quem definirá a quantidade de congelamento necessária para o tratamento, baseando-se no tempo de congelamento/descongelamento, na disseminação lateral do congelamento além das margens da lesão (o qual está relacionado a profundidade de congelamento atingida), na palpação da região congelada e no tempo de descongelamento. Tais análises exigem experiência e técnica, devendo a criocirurgia ser sempre realizada por pessoas habituadas ao metódo.

A criocirurgia pode ser utilizada para tratamento de lesões pré-malignas principalmente ceratoses actinicase lesões malignas como carcinomas basocelulares e espinocelulares.

Por ser um tratamento não cirúrgico, não existe envio de material para análise, sendo impossível avaliar com certeza a cura. Desta forma a crioterapia está mais indicada em carcinomas basocelulares ou espinocelulares bem-definidos e não invasivos/não agressivos já que estes tipos são melhor tratados por outras modalidades.

É uma forma não cirúrgica de tratamento de câncer de pele, que pode ser usada por pacientes que tenham alguma contra-indicação à cirurgia. Pode ser usada por pacientes com marcapasso e gestantes.

Se bem realizada a criocirurgia apresenta taxas de recidiva menores que 10% sendo uma excelente opção de tratamento em casos selecionados.

O pós operatório pode ser bastante doloroso e o tempo de recuperação é longo (cerca de 1 mês).

Apesar de altos índices de cura, é um método que depende muito da experiência do dermatologista. Pessoas pouco experientes tem índices de cura menores, com recidiva do câncer de pele.

Pessoas com problemas de saúde intensificados pelo frio não podem realizar crioterapia, como por exemplo: urticária ao frio, crioglobulinemia, criofibrinogenemia, fênomeno de Raynaud’s, paniculite ao frio e doenças das plaquetas.

Se você tem história familiar de câncer de pele, lesões que não cicatrizam, manchas que têm casquinhas marque sua consulta! (11) 2898-9614, (11) 2898-9615

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